11.2.07

o bode enganou-se

no início do ano acreditei que o resultado do referendo seria o da vitória repetida do "não". enganei-me. mas mais que enganar-me, saí derrotado neste referendo. primeiro porque o meu sentido de voto foi para a posição minoritária, segundo porque me sobram muitas interrogações e sinto que, através delas, portugal colocou nas mãos do governo e da maioria, muito mais do que devia.
sinto que o país entregou nas mãos de josé sócrates a autoridade para legislar, como entender, desde que o aborto não seja crime, até às dez semanas. isto é, sem condições para elém desta. sem obrigar a que se criem condições que, nos últimos oito anos, o país não soube, não foi capaz ou não quis criar.
talvez me sinta num país mais democrático, é verdade. em que a minha opinião se não impõe à livre consciência de outrém, mas a previsão de uma subida da quantidade de abortos faz-me pensar bem mais do que na noite de hoje.
a fechar esta breve reflexão, a certeza de que sócrates e mendes cumpriram na perfeição o que lhes era exigido, mas jerónimo de sousa, numa intervenção absolutamente desenquadrada e a destempo, deu o pior exemplo de caciquismo político.
ficaremos atentos à lei que será votada no parlamento.

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