10.2.07

seremos parvos?


o público vai aparecer de cara lavada na segunda-feira. a imprensa portuguesa é hoje o reflexo da sociedade: errante, com alguns arautos da credibilidade, mas sem rasgo e sem coerência. justificam-se permanentemente as quebras de vendas em banca com a crise económica do país, num lamentável exercício de desresponsabilização própria. os portugueses votam menos quando acreditam menos nos políticos e os portugueses compram menos jornais quando acreditam menos nos jornais.

mas hoje tudo vive do minuto seguinte. o depois de amanhã é já distante demais para um projecto forte e sustentado. o lucro tem de ser imediato e a pressão sobre os jornalistas para que a verdade nas lhes estrague o texto bombástico reina.

estuda-se pouco, investiga-se menos ainda. por isso podem vir todas as remodelações gráficas em todos os meios. a imagem é, de facto, de importância decisiva para o sucesso de um produto, mas é estranho que um jornal pense que ao mudar o tipo de letra e dois ou três colunistas vai conquistar novos públicos.

o povo até pode parecer parvo. mas tanto também não!

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