3.7.07

parolos

é interessante observar como o centralismo capital atrofia um país pequeno como portugal. para o entender basta estar atento ao arranque da presidência portuguesa do conselho europeu, que agora começou e terminará no final do ano.

o porto lá ficou com a abertura (eu diria falsa abertura), e mostrou a “sua” casa da música, num concerto onde faltaram quase todas as figuras mais importantes dos estados membros.

haverá depois alguma distribuição de reuniões sectoriais por enclaves socialistas como viana ou guimarães e a um preço que não dá para acreditar. só o pavilhão multiusos de guimarães, que recebe na data em que este jornal lhe chega à mão, uma reunião de ministros do emprego e segurança social, gastou 700 mil euros em adaptações. são 700 mil euros para uma reunião de um dia e meio.

tudo para deitar abaixo no dia seguinte. sem deixar rasto de modernidade ou dotação urbana. é uma presidência que faz de pequenas cidades meras barrigas de aluguer. que as suga no farelo, para mostrar, nas coisas que verdadeiramente importantes, a capital lisboa, aliás um belo exemplo, nos tempos recentes, de boa gestão autárquica e excelente capacidade de utilização de recursos públicos.

a segunda cidade do país vai receber os ministros das finanças e a justificação oficiosa também é tão hilariante que a vou repetir: o senhor ministro das finanças é do porto.

tudo o resto será no pavilhão atlântico, essa sim, a sede de toda a mega operação europeia.

a conclusão é triste. portugal é cada vez mais pequeno e se noutros tempos os nossos responsáveis políticos procuravam alargar o território, os de hoje parecem preferir limites cada vez mais curtos.

se eu fosse outro, chamava-lhes parolos, como sou quem sou digo apenas que fico triste.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Alguém que muito admiro partilha comigo o não ao despesismo... Que dizer, a não ser, obrigado por 'falar' português!
Ass: Parolo

10:23 da tarde  

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