4.5.06

revolutie jacobus

o fenómeno futebolístico nacional assiste à passagem de mais um revolucionário (há quem já lhe chame visionário). um homem de causas fortes e ideias fixas, que tenta provar uma teoria específica há mais de duas décadas, mas que só conseguiu alcançar a confirmação do talento aos cinquenta, quando já deveria estar a pensar numa reforma de ouro.

no porto é assim que funciona: independentemente dos feitos, das tácticas… dos jogadores, a fórmula do sucesso é só uma. o caminho da vitória não é fácil de encontrar e, por vezes, é necessário passar por privações, fazer uma curta travessia no deserto para encontrar oásis de inovação que vão reinventando a expressão do triunfo.

mesmo para quem não esteja muito atento ao futebol, dá para perceber que porto tem sido sinónimo de sucesso. seja com artur jorge ou josé mourinho, robson ou adriaanse. o denominador comum é pinto da costa, que, apesar dos defeitos, soube aguçar o talento de técnicos que procuravam a afirmação total e que encontraram no porto o reconhecimento esquecido.

todos eles foram de alguma forma controversos, revolucionários e até mal amados. todos eles foram campeões e estarão para sempre associados às principais conquistas do clube. ainda não sabemos onde pode chegar o holandês, que não parou de nos surpreender, mas o seu jeito desconcertante já serviu para alterar a maneira como vemos o futebol.

há dois anos seria impossível pensar noutra via que não fosse a de mourinho. e o clube sofreu. durante uma temporada queimou del neri, victor fernandez e josé couceiro. ainda assim, o porto foi campeão do mundo. chegou um senhor chamado co e o fantasma de José desapareceu. a revolução adriaanse passa, também, por aí, não só pela implementação de esquemas tácticos esquisitos ou pela teimosia na utilização de certos jogadores. também por ter conseguido provar que o adágio popular é cada vez mais uma certeza: os homens passam e o clube fica.

como já se diz nas bancadas do dragão: no futebol português são onze para cada lado e no final é o porto que fica com os títulos.

filipe caetano

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